domingo, 13 de março de 2011

2º Ano - Os benefícios da atividade física

Atividade Física e Saúde

A prática regular de exercícios físicos esteve sempre ligada à imagem de pessoas saudáveis. Quando pensamos em saúde, logo vem à nossa mente pessoas com corpos magros, que se alimentam bem e que fazem exercícios físicos. É comum até mesmo associar saúde ao esporte.
Então nesse momento faço uma pergunta a você: Quer melhorar sua saúde? Quer aumentar a sua qualidade de vida e não sabe como fazer? E eu tenho a resposta para você: Exercícios Físicos.
Antes de tudo, vamos diferenciar atividade física de exercício físico. Pode parecer que a diferença seja somente uma palavra, mas não é. Existe uma diferença sutil entre essas duas expressões.
Atividade física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos energéticos que gaste mais energia do que quando estamos em repouso. Exercício físico é uma atividade planejada, estruturada, que tem o objetivo de melhorar e manter o condicionamento físico, melhorar a saúde.
Por exemplo, andar até a escola é uma atividade física. Você está gastando mais energia do que se estivesse em repouso, mas seu objetivo é ir até a escola. Agora colocar um tênis e dispor de meia hora para andar em um parque em um ritmo um pouco mais acelerado que o normal, com o objetivo de queimar calorias, isso é um exercício físico.
Os exercícios físicos só fazem bem, desde que sejam feitos com o acompanhamento de um profissional. Exercitar o corpo, participar ativa e frequentemente de jogos, esportes é essencial para se ter um bom funcionamento dos músculos e muito mais saúde. Mas com acompanhamento e orientação de um profissional qualificado. Ou você iria se consultar com um médico que nunca fez faculdade de medicina?
A prática constante (bem feita e bem orientada) de exercícios físicos traz muitos benefícios. Auxilia o funcionamento dos órgãos, aumenta a capacidade cárdio-respiratória (o coração e os pulmões trabalham melhor), melhora o envio de ondas cerebrais, diminuindo o estresse.
Além disso, reduz o nível de colesterol no sangue (prevenindo doenças cardíacas), reduz o nível de açúcar também no sangue (quer dizer, controla até o Diabetes), melhora o sistema circulatório, fortalece os músculos e as articulações, queima o excesso de gordura (perda ou manutenção de peso). E não é somente isso. Aumenta a resistência de tendões e ligamentos, o sistema imunológico fica fortalecido (exatamente. Fazer exercícios faz com que nosso corpo fique mais forte contra doenças como resfriados, por exemplo), aumenta a sensação de bem-estar e a auto estima. Estimula o crescimento. Regulariza até o intestino. Deixa os músculos mais flexíveis e com um melhor tônus.
Sem contar que os exercícios físicos são uma proteção contra uma série de males. Entre esses males, podemos citar a obesidade, doenças cardíacas, diabetes (como já foi dito no parágrafo acima), celulites, osteoporose e até mesmo depressão. Isso mesmo, até a depressão pode ser curada com a prática de exercícios físicos. Isso porque alguns só podem ser feitos com outra pessoa, e a companhia de outros é um estímulo anti-depressão. E mesmo aqueles exercícios que se fazem sozinhos, bem, eles vão trazer resultados (quando bem feitos) e esses resultados vão melhorar a auto-estima, diminuindo a chance da depressão fazer seu mal.
Ao começar a se exercitar frequentemente e fazer dos exercícios físicos um hábito, outros hábitos saudáveis vêm como conseqüência. Por exemplo, uma melhor alimentação (se estou me exercitando, preciso melhorar a ingestão de vitaminas e nutrientes para que os resultados esperados do exercício possa vir em sua melhor forma), diminuição (ou fim) de hábitos como o fumo, por exemplo, o convívio em grupo melhora, etc. A soma desses hábitos traz como conseqüência uma melhor saúde e disposição para fazer as atividades cotidianas.
Exercício físico é recomendado para todas as idades, com a observação de que é necessário um acompanhamento de dois profissionais: o médico e o profissional de Educação Física.
Que tal começar buscando algo que você goste de fazer? Andar, correr, nadar, fazer hidroginástica, musculação, dançar, praticar um esporte. As possibilidades são quase infinitas. O importante é não ficar parado. Estudos mostram que o melhor é fazer pelo menos 30 minutos de exercício físico na maioria ou mesmo em todos os dias da semana. Isso é o mínimo para que se possa ocorrer uma mudança real, para que os benefícios já citados possam ocorrer.
Enfim, ao nos exercitarmos passamos a ter uma melhor qualidade de vida, mais motivação para sorrir e conviveremos melhor, em harmonia com os amigos, conhecidos e familiares. Pratique e você verá a diferença.

2º Ano - A importância da Ed. física

A IMPORTANCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA

A Educação Física tem dois objetivos primordiais que é a saúde preventiva e a sociabilização. Deve educar-se e gerar autonomia para o homem compreender e cuidar de seu corpo , em suas necessidades e potenciais biológicos visando a saúde de forma preventiva ( saúde física e mental através da adoção de bons hábitos em seu cotidiano).

No foco sociabilização tem como objeto a integração social, normas de conduta e civilidade além de moral e cívica. Todos esses dois objetivos primordiais devem ser enfocados , sempre, no contexto socio-cultural-econômico de cada região ou país.

Na infância objetiva, biologicamente, primeiramente ajudar na fundamentação da coordenação motora global ( pular, andar ,caminhar, orientação espacial, equilíbrio, etc...) e na juventude deve continuar o trabalho de coordenação motora global para a de coordenação motora fina ( extremidades do corpo ex: dedos/toque no voleibol ).

Socialmente falando, na infância, basicamente deve-se orientar a criança a sair de seu egocentrismo natural ( próprio da 1º infância ) ensinando a dividir seus brinquedos e interesses e trabalhar em pequenos grupos e na juventude a atividade física ajuda o adolescente em se crescimento físico e equilíbrio emocional para sua inserção na sociedade e no mundo.

O papel da Educação Física é muito grande, principalmente nas escolas, pois está cada vez mais difícil conseguir trabalhar na realidade do ensino público em nosso país devido a diversos fatores como a falta de infra-estrutura, material didático, muitos alunos e violência.

Contudo acredito piamente que a Educação Física se bem planejada e ministrada, se apoiada pelo Estado, é um dos melhores meios para prevenir problemas de saúde e tirar os adolescentes dos vícios ( drogas )e conseqüentemente da violência.

1º ANO - SISTEMA ESQUELÉTICO

CONHECIMENTOS BÁSICOS EM ANATOMIA

1.1 - SITEMA ESQUELÉTICO


O esqueleto humano tem como função principal sustentar e dar forma ao corpo, mas também proteger determinados órgãos vitais, como, por exemplo, o cérebro, que é protegido pelo crânio, e também os pulmões e o coração, que são protegidos pelas costelas e pelo esterno.
Os ossos do corpo humano variam de formato e tamanho, sendo o maior deles o fêmur, que fica na coxa, e o menor o estribo que fica dentro do ouvido médio.
É nos ossos que se prendem os músculos, por intermédio dos tendões.
O esqueleto feminino difere um pouco do masculino, como, por exemplo, na pélvis, cujo formato favorece a saída de um bebê do ventre da mãe.
Fazem parte também do esqueleto humano, além dos ossos, os tendões, ligamentos e as cartilagens.
Funções em geral dos ossos incluem sustentação do corpo, locomoção, proteção dos órgãos vitais (como o coração, pulmão e encéfalo), produção de células sanguíneas e reserva de cálcio.
Tipos de ossos
Ossos longos: O comprimento predomina sobre a largura e a espessura. As extremidades são chamadas de epífises: proximal (mais próximo do cíngulo)e distal, o corpo do osso é chamado diáfise. Ex: fêmur, tíbia, rádio, ulna.
Ossos curtos: Têm equivalência em todas as suas dimensões. Ex:ossos do carpo e ossos do tarso.
Ossos sesamóides: Todo o osso que se desenvolve no interior de alguns tendões. Ex: patela.
Ossos laminares (que faz cair em desuso o termo plano): Têm o comprimento e a largura maior que a espessura. Ex: escápula, ilíaco, costelas, etc.
Ossos irregulares: Não têm equivalência em nenhuma de suas dimensões. Ex: vértebras, sacro, etc.
Ossos pneumáticos: Ossos irregulares localizados no crânio e que apresentam cavidades que contém ar. Ex: frontal, esfenóide, maxilar, etc

EXERCÍCIO - BUSCAR DESENHO DE UM ESQUELETO (ATLAS) COM O NOME DE CADA OSSO DO CORPO HUMANO.

1º Ano - História e Fundamentos do Basquetebol

BASQUETEBOL

Origem
O basquetebol (popularmente conhecido como basquete) surgiu no ano de 1891, nos Estados Unidos. Seu criador foi James Naismith, professor de Educação Física da Associação Cristã de Moços de Springfield (estado de Massachusetts – EUA).
Primeira partida da história
O primeiro jogo de basquete que temos conhecimento e registro foi realizado no dia 20 de janeiro de 1892. Foram formadas duas equipes da Associação Cristã de Moços de Springfield. Este jogo foi interno e não foi presenciado por público. Somente no dia 11 de março deste mesmo ano uma partida pôde ser assistida por público de fora da Associação. Nesta ocasião, os alunos da associação venceram o time dos professores pelo placar de 5 a 1. Aproximadamente duzentas pessoas assistiram ao jogo.
Basquete espalha-se pelo mundo
Foi somente no começo do século XX que o basquete começou a se espalhar pelos quatro cantos do mundo. Ligas e federações começaram a organizar campeonatos e o esporte, de tão popular, começou a fazer parte dos Jogos Olímpicos. Atualmente, o basquete é muito praticado no mundo todo. Além de estar organizado profissionalmente, este esporte é presença obrigatória nas aulas de Educação Física de escolas e faculdades brasileiras.
Fundamentos
Empunhadura geral
É feita com os dedos e a parte calosa das mãos, polegares um de frente para o outro nas laterais da bola. Não é correto segurar a bola com as palmas da mão.
Manejo de corpo
São movimentos corporais utilizado no basquete que visam facilitar a aprendizagem dos fundamentos com a bola. Esses movimentos incluem: finta, giro, mudança de direção, mudança de ritmo e parada brusca.
Finta
Pela frente, por trás, reversão, por baixo das pernas e em passe livre.
Giros ou rotações
Para frente e para trás.
Paragens
A um tempo e a dois tempos. Podendo ser chamado de jump, uma jogada ao qual o atleta da um tempo no ar para executar um arremesso.
Corridas
De frente, lateral, de costas, zigue-zague e perseguições.
Drible
Passe
O passe tem como objetivo a colocação da bola num companheiro que se encontre em melhor posição, para a criação de situações de finalização ou para a progressão no terreno de jogo.
Arremesso
Driblar e jogar a bola na cesta.
Bandeja
É um arremesso que tem que dar dois passos:o primeiro de equilíbrio e o segundo de distância. Que pode ser feito em movimento com passe ou driblando.
Com uma das mãos
Partindo da posição fundamental, com o peso do corpo na perna da frente, a bola na altura do peito, o jogador flexionará as pernas simultaneamente a elevação da bola acima da cabeça.
Jump
Driblando em direção a cesta e parando numa posição de equilíbrio, flexionando as pernas,saltar elevando a bola acima e à frente da cabeça com ambas as mãos e executar o arremesso no momento mais alto do pulo.
Rebote
É a recuperação da bola após um arremesso não convertido.
Assistência
Assistência é um passe certeiro que encontra outro companheiro de equipe, livre de marcação, e acaba convertido em cesto. O jogador que faz a assistência é tão importante como o jogador que marca o cesto.
Enterradas
É movimento que conjuga o salto e a colocação com firmeza da bola diretamente na cesta.
Ponte-aérea
É quando um jogador lança a bola diretamente a um de seus parceiros, que pula recebe a bola e finaliza a jogada arremessando a bola antes de tocar o chão. Também pode ser feita com um jogador arremessando a bola na tabela com outro jogador pegando o rebote e finalizando a jogada imediatamente em seguida com arremesso ou enterrada.Esta jogada é conhecida como alley-oop na NBA.
Toco
É um bloqueio brusco ao movimento da bola que foi ou está sendo arremessada a cesta por um adversário.
Entrosamento de equipe
Passar a bola de mão-em-mão até chegar alguém que possa fazer a cesta com tranqüilidade. Isso é trabalho de equipe.

1° Ano - Atletismo

MODALIDADES ESPORTIVAS: ATLETISMO

HISTÓRIA

O Atletismo conta a história esportiva no homem no Planeta. É chamado de esporte-base, porque sua prática corresponde a movimentos naturais do ser humano: correr, saltar, lançar. Não por acaso, a primeira competição esportiva de que se tem notícia foi uma corrida, nos Jogos de 776 A.C., na cidade de Olímpia, na Grécia, que deram origem às Olimpíadas. A prova, chamada pelos gregos de "stadium", tinha cerca de 200 metros e o vencedor, Coroebus, é considerado o primeiro campeão olímpico da história.
Na moderna definição, o Atletismo é um esporte com provas de pista (corridas), de campo (saltos e lançamentos), provas combinadas, como decatlo e heptatlo (que reúnem provas de pista e de campo), o pedestrianismo (corridas de rua, como a maratona), corridas em campo (cross country), corridas em montanha, e marcha atlética.
A CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo é responsável pelo esporte no País. No plano mundial, a direção é da IAAF - sigla em sigla em inglês da Associação Internacional das Federações de Atletismo. Conheça as Categorias e as Provas Oficiais.

2.1.1 – CORRIDAS:

As corridas por serem uma atividade utilitária por excelência de rápido emprego, de fácil realização, de grandes e profundos efeitos gerais sobre todo o organismo, principalmente para os aparelhos circulatório e respiratório, são sempre recomendáveis em se tratando de exercício físico.
A corrida é empregada na quase totalidade dos jogos e desportos, uma vez que a maioria necessita de movimentação e velocidade física.



CLASSIFICAÇÃO DAS PROVAS DE CORRIDAS NO ATLETISMO

Homens

Corridas rasas sem obstáculos

100m 1500m
200m 3000m
400m 5000m
800m 10000m

Corridas com barreiras e obstáculos

110m com barreiras
400m com barreiras
3000m com obstáculos

Corridas Rústicas e Especiais

Maratona – 42.195m
Cross-country – prova realizada através de bosques, campos, trilhas, parques, gramados, etc.
Marcha Atlética – prova de difícil execução devido à obrigatoriedade da progressão por passos de modo que se mantenha um contato permanente com o solo.

Revezamentos

São corridas de caráter coletivo:

4 x100m
4 x 200m
4 x 400m


Mulheres

Corridas rasas
100m 800m
200m 1500m
400m 5000m

Corridas com barreiras

100m com barreiras
200m com barreiras

Revezamentos

4 x 10m
4 x 400m

Características das Corridas

100m – velocidade intensa
200m – velocidade intensa prolongada
400m – velocidade prolongada curta
800m – velocidade prolongada longa
1500m – meio fundo curto
3000m – meio fundo
5000m – meio fundo longo
10000m – fundo
42195 m – fundo longo

Tipos de saída

Nas provas de corrida existem duas posições que permite melhor partida, com o mínimo possível de perda de tempo:

Saída em pé

Agachado em posição de cinco apoios

A partida na posição de cinco apoios, também chamada saída baixa ou americana, é utilizada pelos velocistas por permitir maior velocidade inicial.
O atleta usa um utensílio chamado “bloco de partida” que tem as peças de apoio para os pés(tacos) móveis, podendo colocá-los em posição a que melhor se adapte.


2.1.2 – LANÇAMENTOS:

Provas de Campo – Disco, Dardo e Martelo. Tanto para o Masculino quanto para o Feminino.

1º Ano - A história da Ed.Física

1.3 – ORIGEM E EVOLUÇÃO DA ED. FÍSICA

A História da Educação Física relaciona-se com todas as ciências que estudam o passado e o presente das atividades humanas e a sua evolução. O homem, condicionado à situações de ser pensante, desempenhou, em todas as etapas da vida, um papel importante na história da educação física, a qual se propõe a investigar a origem e o desenvolvimento progressivo de suas atividades físicas, através do tempo: sua importância, as causas de seu apogeu e da sua decadência.
A educação física evolui à medida que se processa a evolução cultural dos povos. Assim, a sua orientação no tempo e no espaço está em sintonia com os sistemas políticos, sociais, econômicos e científicos vigentes nas sociedades humanas.
Na Pré-História havia a preocupação do desenvolvimento da força bruta, sob o ponto de vista utilitário-guerreiro, sem idéia definida do ponto de vista moral.
Na Antiguidade, os gregos, entretanto, mais evoluídos, visavam ao desenvolvimento físico e moral do homem. Nesse período, a educação física visava o aspecto somático, harmonia de formas, musculatura saliente, sem exagero, de onde surgiram os atletas de porte esbelto. É a fase anatômica da educação física. Já entre os romanos, que herdaram com a conquista da Grécia as atividades físicas dos gregos, em plena decadência, orientavam a educação física, objetivando o desenvolvimento das massas musculares. Pouco se dedicavam à cultura intelectual e muito menos a da moral.
Ramos Pré-históricos
Estuda a origem e a prática da educação física desde o aparecimento do homem sobre a terra, ao início da antiguidade oriental.
Idade da Pedra: Época em que os instrumentos eram feitos de "Sílex". Nesse período, o homem melhora a sua biomorfologia e a musculatura torna-se mais forte; manifesta seus sentimentos através das lutas, danças e gestos mímicos; à proporção que se evoluía e se aperfeiçoava, a atividade muscular se adapta às condições novas; quando as sociedades se constituíram, os fortes dominavam os fracos, porque só podia ser chefe quem tivesse poderosa musculatura, compreende:
Período da pedra lascada ou Paleolítico
Período da pedra polida ou Neolítico
Idade do Metal: É o período em que os instrumentos de pedra são substituídos pelos de metal. Inicia-se a formação das sociedades, à medida que o homem adquire consciência de suas atitudes, estreita os laços da família, formam as cidades e os Estados; os objetos encontrados revelam as atividades manuais: os jogos, as danças, marchas, corrida, saltos, lutas, remo e nado.
Período do Bronze
Período do Ferro



1.4 - Afinal, porque devemos estudar a História da Educação Física na escola?

Bem, todos nós temos um passado. Esse passado de alguma maneira influencia diretamente em nossas ações presentes. E o estudo da história nos ajuda a entender melhor essas condições que nos cercam, as possíveis injunções do passado no presente. Em palavras mais simples, entender o passado nos ajuda a compreender o motivo de agirmos de determinadas maneiras ou as razões por que achamos que algumas coisas são de uma maneira a qual não aceitamos mudança. Por exemplo, por que motivo algumas pessoas têm preconceito contra negros? Isso é explicado estudando o período da história em que o homem branco escravizou toda uma população de homens e mulheres negros.

O presente é fruto principalmente de acontecimentos do passado, de atitudes feitas por nós e nossos antepassados no passado.

No caso específico da Educação Física na escola, é interessante que o aluno saiba o motivo de certos pré-conceitos. Por exemplo: por que algumas pessoas pensam que aula de Educação Física é correr e fazer exercícios físicos até ficar cansados? Por que outros acham que é um simples momento de lazer, aonde se vai para jogar futebol? Ou que nas aulas de Educação Física deve haver uma divisão entre homens e mulheres?

Essa é a idéia principal de estudar a história da Educação Física no ensino médio. Trazer o entendimento sobre esses pré-conceitos, de maneira a fazer com que os alunos vejam a disciplina Educação Física como uma disciplina importante, que tem seus próprios conteúdos e que deve ser levada a sério como as demais. Além disso, o estudo de textos dissertativos proporciona aos alunos a capacidade de interpretação de texto, que os ajudará em todas as outras disciplinas.

Neste pequeno trabalho será feita uma visão geral da história da Educação Física no mundo e depois entraremos na parte principal do trabalho, onde serão abordados alguns períodos específicos pelos quais a Educação Física passou. Esses períodos foram estudados através de vivências mais práticas e discussões coletivas nas aulas e agora serão estudados de uma maneira mais teórica e profunda por quem não pôde estar presente nessas aulas.

Uma visão geral da Educação Física no mundo

Quando falamos em Educação Física, estamos nos referindo ao movimento humano. Hoje, Educação Física é uma ciência que cresceu muito. Ela tem como objeto de estudo o corpo humano em movimento e suas potencialidades.

Mas se considerarmos a Educação Física como todas as possibilidades que o homem tem para se movimentar, a origem da Educação Física está na própria história do homem. Na Pré-História havia a preocupação do desenvolvimento da força bruta, sob o ponto de vista utilitário-guerreiro, sem idéia definida do ponto de vista moral. O homem primitivo tinha necessidade de lutar, fugir ou caçar para sobreviver. E os movimentos básicos utilizados naquela época ainda são usados hoje. Desde que o homem assumiu uma postura ereta ele corre, salta, arremessa, nada, empurra, puxa etc. Esses movimentos são utilizados em várias atividades do homem moderno – esportes, lazer, dia-a-dia, etc.

Ao longo de sua evolução, o homem passou a ter consciência desses movimentos e percebeu que o exercício (ou seja, a prática constante desses movimentos) levava ao aprimoramento. Povos antigos como os chineses, japoneses, espartanos e muitos outros treinavam seus homens para a guerra. O treinamento era algo essencial para a vitória na guerra, pois através dele os guerreiros aumentavam sua força física e desenvolviam outras habilidades, como trabalho em equipe, deslocamentos em silêncio, etc.

Mas não eram somente os motivos da guerra que levaram o homem a se movimentar conscientemente. Gradativamente na história o homem percebeu que atividades físicas com uma certa intensidade trariam benefícios fisiológicos, morais, religiosos (sem esquecer guerreiros). E muitos povos antigos utilizaram-se, em menor ou maior grau, desses benefícios.

Sem dúvida nenhuma civilização marcou e desenvolveu tanto a Educação Física como a civilização grega. Nomes como Sócrates, Platão, Aristóteles, e Hipócrates contribuíram e muito para a Educação Física, atribuindo conceitos até hoje aceitos na ligação corpo e alma através das atividades corporais e da música. Sócrates uma vez disse: "Na música a simplicidade torna a alma sábia; na ginástica dá saúde ao corpo". É de Platão o conceito de equilíbrio entre corpo e espírito ou mente. Os sistemas metodizados e em grupo, assim como os termos halteres, atleta, ginástica, pentatlo, entre outros, são uma herança grega. As atividades sociais e físicas eram uma prática até a velhice lotando os estádios destinados a isso.

Os gregos visavam ao desenvolvimento físico e moral do homem. Nesse período (Antiguidade), a Educação Física visava a harmonia de formas, musculatura saliente, sem exagero, de onde surgiram os atletas de porte esbelto. É a fase anatômica da Educação Física. A célebre frase "Mens Sana in Corpore Sano" (Mente Sã em um Corpo São) vem desse período romano.

Roma conquistou a Grécia, e essa parte da cultura corporal grega entrou na cultura romana. Já a queda do império romano foi muito negativa para a Educação Física, principalmente com a ascensão do Cristianismo que perdurou por toda a Idade Média. O culto ao corpo era considerado um verdadeiro pecado pela Igreja Católica. Por conta disso e de muitos outros fatores, esse período foi chamado por alguns autores de "Idade das Trevas".

Como o homem sempre teve interesse no seu próprio corpo, o período da Renascença fez explodir novamente a cultura física, as artes, a música, a ciência e a literatura. A beleza do corpo, antes pecaminosa, é novamente explorada surgindo grandes artistas como Leonardo da Vinci, responsável pela criação utilizada até hoje das regras proporcionais do corpo humano.

Consta desse período o estudo da anatomia e a escultura de estátuas famosas como, por exemplo, a de Davi, esculpida por Michelângelo. Considerada tão perfeita que os músculos parecem ter movimentos. A dissecação de cadáveres humanos deu origem à Anatomia como a obra clássica "De Humani Corporis Fábrica" de Andrea Vesalius.

A volta de Educação Física escolar se deve também nesse período a Vitorio de Feltre que em 1423 fundou a escola "La Casa Giocosa" onde o conteúdo programático incluía os exercícios físicos.

Educação Física Primitivista

O homem primitivo deslocava-se de um lugar para outro a procura de alimentos, marchando, correndo, trepando, nadando, saltando e lançando as suas diferentes armas de arremesso. Pela repetição contínua desses exercícios, na luta pela sobrevivência, aperfeiçoava as funções educando-as gradativa e inconscientemente. Devemos lembrar que somente depois o homem passou a ter a consciência desse movimento.

As atividades físicas dos povos primitivos desenvolveram-se tendo em vista, não somente as necessidades fisiológicas, mas, acima de tudo, a sua aplicação utilitária, tudo com base na imitação das diferentes fases das ocupações diárias (o aprendizado era, então, resultado da imitação). Os exercícios corporais se caracterizam pelas lutas, pelos jogos, pelos combates simulados ou verdadeiros, armados, com ou sem proteção. Sem contar as danças. Eles costumavam dançar para as boas colheitas, para as caças. Os povos indígenas trouxeram muitos desse costume, pois eles tinham o hábito de dançar em várias ocasiões (casamentos, guerras, mortes, chuva, colheitas, caça etc.).

Educação Física Higienista

No final do século XIX e início do século XX (quem tiver interesse em procurar nos livros de História do Brasil, é o período dos anos finais do Império e começo da Primeira República), as aulas de Educação Física propunham uma ênfase na saúde. O papel principal desta disciplina era a formação de indivíduos fortes, saudáveis e propensos à aderência a atividades boas em detrimento de maus hábitos. Tinha por finalidade “proporcionar aos alunos o desenvolvimento harmonioso do corpo e do espírito, formando o homem física e moralmente sadio alegre e resoluto”.

Aliás, esse é um ponto comum entre todas as concepções e momentos históricos da Educação Física. Atividade física é sinônimo de saúde. Nesse período chamado de Higienista, essa idéia estava em primeiro plano. Foi um período tão forte que algumas faculdades de Educação Física atuais dão ênfase a esse ponto em seu currículo.

É desse período que se vem a idéia de que os jogos, o desporto, a ginástica, as atividades físicas como um todo afastam os jovens das drogas e de tudo aquilo que pode destruir uma sociedade. A saúde do corpo e do social. Ou, usando as palavras do autor Paulo Ghiraldelli Junior: “Educação Física é um agente de saneamento público, na busca de uma sociedade livre das doenças infecciosas e dos vícios deteriorados da saúde e do caráter do homem do povo”.

A principal atividade realizada nas aulas de Educação Física dessa época era a Ginástica. Exercícios ginásticos eram feitos na tentativa de trazer saúde para quem os praticasse. O professor dizia o movimento, por vezes demonstrava, e os alunos deveriam repetir. Uma conseqüência moderna desse período é a grande quantidade de academias de Ginástica e da grande quantidade de adeptos, em busca de saúde ou de corpos bonitos como expostos pela mídia.


Educação Física Militarista

De forte influência dos militares, tinha por objetivo o “desenvolvimento harmônico do corpo. Desenvolvimento da personalidade. Aperfeiçoamento da destreza. Emprego da força e espírito de solidariedade”. Parece bonito dito desta forma. Mas a Educação Física Militarista no Brasil tinha o objetivo de formar o homem obediente e adestrado. Um autor chamado Lyra Filho, citado por Ghiraldelli Junior em seu livro afirma que um quartel é muito parecido com um estádio. Suas palavras exatas são essas:

O estádio, como o quartel, desperta o sentimento da obediência às regras das operações; adestra a capacidade aplicada ao raciocínio e à decisão; remarca o cunho da solidariedade e aprofunda os laços de respeito ao valor, à autoridade e ao dever. (Ghiraldelli Júnior, página 26).

A principal atividade feita nas aulas de Educação Física nesse período (que teve seu auge entre 1930 e 1945) era o exercício físico vigoroso. Para falar a verdade, é muito parecida com a aula da Educação Física Higienista, mas com uma rigidez maior. É desse período que vem a idéia de que alunos que não têm uma boa saúde não podem fazer atividade física. Bem, se o que eles queriam eram pessoas fortes, obedientes, adestradas, capazes de lutar, uma pessoa com problemas de saúde ou alguma deficiência física seria inadequada.

Que fique claro que isso hoje é algo que não se pode admitir, pois sabemos através de inúmeros estudos que atividade física é remédio para qualquer tipo de doença. Ou seja, os alunos que porventura venham a ter algum “impedimento” para praticar as aulas de Educação Física são os que mais precisam delas.

É exatamente por conta desse período, e de alguns professores ainda hoje continuarem com essa prática, que muita gente acredita que aulas de Educação Física são somente exercícios físicos e corridas. Mas não é uma verdade. Exercícios e corridas são atividades físicas. Portanto, são conteúdo da Educação Física. Mas não são o único. Devem-se fazer exercícios nas aulas de Educação Física, mas não com o mesmo objetivo desse período. Fazer exercícios em algumas aulas de Educação Física significa aprender como eles devem ser feitos, qual a intensidade, qual o propósito. O aluno precisa compreender por que está fazendo esses exercícios. E, naturalmente, com a grande quantidade de conteúdos, o professor não pode ficar, em todas as aulas de todo o ano letivo, em exercícios físicos extenuantes.


Educação Física Competitivista

Marcada pelo forte apelo aos esportes de competição oficiais, por um “culto do atleta-herói”, essa visão foi a predominante no regime militar. Foi o período que houve o maior investimento na educação física como um todo, mesmo que essa intenção não fosse com fins educativos. Nos livros, encontraremos que esse período iniciou-se em 1964 e durou até 1985. Mas a verdade é que ainda hoje vemos suas características nas aulas de Educação Física, principalmente nas escolas particulares, onde a disciplina é separada pelas modalidades. Esse é praticamente o único conteúdo da Educação Física em muitas dessas escolas.
Nesse período, o professor de Educação Física deveria preparar os alunos como se fossem futuros atletas. “Quer-se dar ao professor de educação física a convicção de que ele, por força da profissão é condutor de jovens, um líder e não pode aceitar ser conduzido por minorias ativas que intimidam, que ameaçam e, às vezes, conseguem, pelo constrangimento, conduzir a maioria acomodada, pacífica e ordeira.”
O grande objetivo, no entanto, era controle de massa. Historicamente falando, o jovem brasileiro teve grandes participações nas principais mudanças. O jovem brasileiro é dotado de uma inteligência imensa, e alimenta-se de esperanças como poucos. Mas tem um ponto fraco. O amor pelo esporte. No momento em que está concentrado em uma modalidade esportiva, não pensa em mais nada. Que melhor maneira seria para governar um país, se a intenção do governante é fazer o que lhe der na telha? Qual maneira? Dar ao jovem esporte. Pois então ele ficaria entretido com aquilo e não ia lhe sobrar tempo para discutir assuntos políticos.
Aliás, hoje ainda é assim. Copas do Mundo, Campeonatos Nacionais e Internacionais, jornais que falam de jogadores famosos, replays de lances maravilhosos ou duvidosos. Tudo isso prende o brasileiro de uma forma geral, em particular os homens. É mais fácil ver dois homens falando sobre futebol do que sobre política.
Fica fácil dizer como eram as aulas de Educação Física nesse período. Seu único conteúdo era o esporte. Por vezes, dividiam-se os bimestres, de maneira que em cada bimestre era visto um esporte. Em outras escolas, era feita uma espécie de “peneira”, onde o aluno escolhia o esporte no qual mais se identificava e o praticava durante todo o ano letivo. É exatamente desse período que vem a situação que ocorre muito hoje nas escolas particulares: quem é atleta da escola (está na seleção ou na escolinha) é dispensado das aulas de Educação Física.
Ainda existe um agravante, pois alguns professores acomodaram-se com a situação de que “estando o aluno em movimento, ele está fazendo Educação Física”. Como assim? Bem, como os homens gostam muito do futebol, e em quase todas as escolas, bem ou mal, há uma quadra, os professores acostumaram-se com uma prática que deu a esse profissional a fama de preguiçoso. Jogar uma bola para os alunos e deixá-los jogar livremente o futebol ou futsal. Quando muito apitavam o jogo, mas mesmo assim é muito pouco para o que a disciplina pode oferecer.
Daí a importância deste documento. Mostrar as razões históricas de certos pré-conceitos, e tentar abrir a mente para as possibilidades da Educação Física. Essas possibilidades não serão discutidas aqui, mas ao longo de todo o ano letivo nas aulas desta escola. Esperamos com isso que os alunos saiam de seus estudos com uma visão correta do que é a Educação Física, e não com a visão deturpada que muitos da sociedade ainda têm.

1.5 – NOVAS TENDÊNCIAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Embora a maior parcela da sociedade ainda seja sedentária, os que se mexem podem ser divididos entre praticantes de esportes e freqüentadores de academia de ginástica. Esse público vem aumentando cada vez mais superando os esportistas por razões simples. É mais difícil, por exemplo, reunir 22 pessoas para jogar bola, alugar espaço, se deslocar e etc. do que ir para uma academia.
Outro fato que pesa bastante é a questão do tempo disponível que as pessoas não têm mais com o ritmo alucinante do trabalho e excesso de tarefas diárias. Nos últimos dez anos o número de academias em todas as cidades praticamente dobrou exigindo também grandes investimentos na indústria de equipamentos, modernização e embelezamento dos ambientes e aperfeiçoamento dos profissionais.
As pessoas que procuram academia o fazem por dois objetivos básicos: melhorar a aparência ou a saúde e bem estar. Claro, quem melhora a aparência acaba melhorando também a saúde, mas se o foco for só isso corre o risco de excesso e acometimento de lesões. A faixa etária também é outro fator que mudou a "cara" da academia. Antes freqüentadas, na maioria por jovens, hoje nota-se uma grande procura pelos mais velhos, uma população mais fiel aos programas de ginástica desde que seja profissionalmente bem atendido. Se antes os cinqüenta anos significavam velhice e fim de carreira, hoje já não é muito raro pessoas trabalhando aos 60 anos e, se cuidando.
As atividades de ginástica também mudaram. Uma bicicleta ergométrica, quando muito tinha um velocímetro e a engrenagem de intensidade de esforço era precária tornando o exercício extremamente chato. Vieram as computadorizadas, umas até com programas pré-determinados para logo depois aparecer as de spinning cuja aula é comandada pelo professor simulando uma situação real de ciclismo de estrada embalada pelas músicas e envolvimento do ambiente especialmente criado para cada um render o seu máximo potencial.
Nos anos 90 surgiu o Body Systems, um conjunto de programas prontos de aulas de levantamento de peso (Bodypump), coletiva de bicicleta similar ao spinning (RPM), de dança (Bodyjam), de equilíbrio da mente e do corpo através das técnicas de Yoga e do Pilates (Bodybalance), de cama elástica (Bodyjump) e de artes marciais (Bodycombat). Embora o programa seja uma tentativa de monopolizar essas atividades, o clima da aula atende as expectativas do aluno com relação a resultado no corpo e do dono da academia que é obter lucro. Para acompanhar todas essas tendências, que na verdade é o processo de melhoria contínua, um item da Qualidade Total aplicado nas grandes empresas que buscam sucesso e lucro, é preciso também capacitar os profissionais com treinamento adequado à nova realidade. Já não basta simplesmente o diploma de graduação. Há poucos anos, com a regulamentação da profissão, tornou-se obrigatório a habilitação e devida inscrição no CONFEF (Conselho Federal de Educação Física) para todos os profissionais. Graduados ou não sem a devida inscrição nos respectivos conselhos de classe regional incorrem em exercício ilegal da profissão. Para quem não sabe essa irregularidade é crime.
A qualidade no atendimento hoje representa a peça chave para reter o cliente. É preciso saber quem é o freqüentador da parte da manhã, da tarde e da noite, saber dos seus anseios e criar programas específicos para eles. Existe uma forte tendência de mercado para os programas mais personalizados, mas não da forma tradicional vista como personal trainer para cada indivíduo tornando essa prática muito cara. Um profissional para cada quatro ou cinco alunos que possam executar um mesmo programa é mais acessível e bom para ambas as partes. Um lugar onde as pessoas se sintam bem recebendo orientação global para o físico e para a mente visando qualidade de vida pode deixar de ser academia e dar lugar aos centros de promoção de saúde e bem estar. O nome academia acabou ficando enraizado como local apenas de "malhação". Ou seja, voltado para o físico. O foco e a tendência da Educação Física está mudando como qualquer outro mercado.

1º Ano - Art 26 modificado.1

1. EMBASAMENTO LEGAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

1.1 - Lei das Diretrizes e Bases da Educação Básica – L.D.B. 9.394/96

Art. 26 – Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

Parágrafo 3º - A Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e as condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos.


- Lei Federal 10.793/2003


Lei que reformula o § 3º do Art. 26 da Lei Federal nº 9.394/1996, sobre o tratamento a ser dado à Educação Física nos currículos das escolas de Educação Básica, resolve:


I – a disciplina Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório em todos os anos da educação básica,INCLUSIVE NOS NOTURNOS, com avaliações de conteúdos e registro de freqüência, tanto para a escola que a oferta, quanto para o aluno que a pratica;

II –Pelo novo texto a prática (e não a teoria) da educação física será facultativa para o aluno somente nas seguintes situações:

a) esteja cumprindo jornada de trabalho igual ou superior a seis horas;
b) seja maior de trinta anos;
c) esteja prestando serviço militar inicial ou que, esteja em situação similar, esteja obrigado à pratica da Ed. Física;
d) esteja amparado pelo Decreto Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969, que dispõe sobre tratamento excepcional para alunos portadores de afecções;
e) tenha prole;
f) estado de gestação.

§ 1º O aluno dispensado da prática das sessões de Educação Física não estará da
sua parte teórica, devendo ser avaliado pela escola


§ 2º A escola será responsável por conceder as dispensas de que tratam o Inciso e suas Alíneas, e o Conselho de Educação somente será acionado em grau de recurso.

QUESTIONÁRIO

1 – Estabeleça a principal diferença entre a lei 9.394/96 e a atual 10.773/2003. Justifique.
2 – O aluno pode ser dispensado das aulas de Ed.física? Como estabelece a teoria da prática? Como sua prática se torna facultativa?
3 – Como você analisa a disciplina de Ed. Física na escola? Justifique.